26 abril 2026
Dia 26 de Abril de 2026
Faz tempo que não escrevo por aqui, nem sei mais meu foco. Acho que isso vai funcionar como diári virtual, espero que dê certo.
Ontem, encontrei com alguem que eu não via a muito tempo, e estar no mesmo ambiente foi um tanto, diferente. Não por sentimentos mudados, a anos já não tenho bons sentimentos pela pessoa, mas sim por questões de como a óticas de momentos passados muda dependendo do ponto de vista que estamos e é louco imaginar que, de alguma forma o evento mais traumático da sua vida seja uma simples memória para quem o causou.
Culpados? sim, porém sem carregar o peso da culpa.
Memórias são prisões, e quanto mais você revisita, mais cadeados na sua cela terá. Sempre fui muito altruista, mas até que ponto isso não passa de um disfarce das jaulas que me encontro aqui dentro? Medos, inseguranças , traumas todods vem a tona a cada momento da minha vida e lidar com eles não deveria ser minha tarefa. Eu não pedi para ser feita, não pedi para ser sua filha, não pedi para ter a família que tenho, as cobranças que me são colocadas, as inseguranças descobertas a cada nova lembrança do trauma. Não fui eu que não comparecia aos encontros da minha doce filha aos 8 anos, ou que não presenciei a apresentação de dia dos pais na escola aos 5, ou que tranquei ela em um carro no unico dia que tinha com ela para passar mais tempo com meus amigos bebendo em um bar, ou que a levei seminua com seu 9 anos ao mercado porque não tinha paciencia para arrumar, ou que me abstive do papel de pai durante toda pior fase da vida dessa doce menina. Não fui eu, que não dei lar, carinho, atenção, e olha que eu nem entro no mérito finaceiro ou algo do tipo. já imaginou se eu listasse tudo de ruim que sua ausência me gerou ?
Ironico ver como você fala de família ou como não sabe nada da miha vida. 7 anos de faculdade ainda? é a unica coisa que você consegue pontuar da sua filha quase médica veterinaria, mas só o que voce consgue pontuar é o tempo que esta levando, imagina só não fazer parte da minha vida, meu proprio pai não sabe minha cor preferida, ou o que me magoa, ou o que me move ou minha comida preferida. imagina só meus maiores medos e angustias estarem envolto de alguem que não me conhece.
Te observar falar, gesticular ou opinar sobre como todas as outras oessoas são nercisistas, egocentricas e falsa, sendo você o grupamento dessas denominações e mais um pouco. Trair minha mãe gravida de mim, não saber a data de aniversário dos seus filhos e imagine ça se você de fato sabe o nome de todos eles completo, não sabe a primeira áçavra, primeira nota vermelha ou que eu adorava pasar as tardes tocando teclado com o senhor, não sabe que as musicas de mpb que o senhor mais tocava tem pra mim um peso e uma carga emocional muito grande, mas sinto um hiato entre o que você deveria ser e o que representa nos meus dias atuais. Não te pedi benção, não senti saudades, não disse que te amava de verdade, tudo isso da boca pra fora para uma idealização do que a sua figura deveria represenytar. VocÊ não esteve em meus aniversários, não vais estar no meu casamento e nem ouvirá falar de seu neto, e tudo issp porque não da ára voltar atras de tudo que fez e me dise. Sua bolinha idealizada não cohabita mais nenhum imaginário, não recebeu nenhuma esmola de carinho quando deveria e não doará da mesma forma, como vocÊ bem disse o que fazemos aqui, pagamos aqui.
Carta aberta ao meu genitor.
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